Breve Historial da Profissão e do Curso
A Radioterapia nasceu no final do século XIX na sequência da descoberta dos raios X por Roentgen, em 1895. Estes foram primeiro usados em diagnóstico e só mais tarde a comunidade científica se apercebeu da sua utilidade na terapêutica na luta contra o cancro.
Em 1904, Portugal inicia-se na tentativa de acompanhar os movimentos internacionais na luta contra o cancro, tendo o Ministro do Reino, Conselheiro Hintze Ribeiro, mandado publicar a Portaria que nomeava a primeira Comissão para o estudo do cancro.
Em 1927 foi inaugurado o Pavilhão de Roentgenterapia no Instituto Português de Oncologia e, em 1933, na mesma instituição, é construído o Pavilhão de Rádio, sendo esta a primeira construção realizada na Europa para o tratamento de doentes oncológicos com protecção eficaz contra as radiações.
Tendo a Radioterapia como finalidade o tratamento da doença oncológica, utilizando radiações ionizantes, inicia-se em 1954, a Teleroentgenterapia.
O primeiro Departamento de Radioterapia em Portugal independente de outros serviços remonta a 1958, no Instituto Português de Oncologia, onde é instalada a primeira Bomba de Cobalto da Península Ibérica. Em 1974 é instalado o primeiro Acelerador Linear e um Simulador para a obtenção de melhores resultados terapêuticos.
O desenvolvimento da Radioterapia, quer a nível nacional quer internacional, resulta do progressivo avanço tecnológico, fazendo com que o tecnicismo da actividade deste profissional, a natureza das patologias a tratar e a precisão ao nível da dosimetria exijam a aplicação de normas adequadas de protecção e de segurança contra radiações e o acompanhamento do doente, de forma a garantir o máximo rigor e segurança durante o acto radioterapêutico. O Técnico de Radioterapia deve vigiar e avaliar todos os momentos de aplicação do tratamento, tendo em conta o bem estar físico e psicológico do doente.