Instituto Politécnico de Lisboa

O Contributo da Medicina Nuclear no Cancro da Mama

24 out 2012 17:00 a 19:00

Anfiteatro

O cancro da mama é um tumor maligno com elevada incidência e mortalidade, maioritariamente entre as mulheres. Em Portugal, a probabilidade da mulher desenvolver cancro da mama é de 1:12, ou seja, surgem cerca de 4500 novos casos por ano, morrendo todos os anos cerca de 1500 mulheres vítimas de cancro da mama.
A implementação de programas de rastreio (além do autoexame por palpação), mediante mamografia bianual às mulheres a partir dos 45 anos, levados a cabo pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, conduz a uma redução das taxas de mortalidade da ordem dos 30%. Segundo o Plano Nacional de Prevenção e Controlo das Doenças Oncológicas (2007/2010), é consensual a extrema importância da prevenção e do diagnóstico precoce para diminuição da taxa de mortalidade, uma vez que diagnosticado na fase inicial o cancro da mama tem cerca de 90% de hipótese de cura.
A mamografia é o exame standard para diagnóstico precoce devido à sua elevada precisão, no entanto, recorre-se também a outras técnicas de diagnóstico complementares (ultrassonografia, citologia aspirativa, biópsia, análises clínicas a recetores hormonais - estrogénio e progesterona, etc.) entre as quais, no âmbito da Medicina Nuclear, a cintigrafia óssea, a cintimamografia, a tomografia por emissão de positrões (TEP), o mapeamento linfático e a cirurgia radioguiada. A cintigrafia óssea é usada no cancro da mama para estadiamento e seguimento da doença, uma vez que cerca de 20% destes cancros desencadeia metastização óssea. A cintimamografia é efetuada para a deteção do cancro da mama, caracterização tumoral (multifocal, unilateral, etc.), avaliação da resposta à terapêutica, entre outros complementos ao diagnóstico. A TEP é útil para a avaliação da extensão da metastização e localização e avaliação de lesões do plexo braquial (efeito da Radioterapia versus infiltração maligna). O mapeamento linfático dá-nos conhecimento do compromisso ganglionar regional, ou seja, da drenagem dos gânglios de sentinela localizados fora da região axilar (cadeia mamária interna, gânglios intra-mamários e sub ou supraclaviculares). A pesquisa do gânglio sentinela, e consequente remoção mediante cirurgia radioguiada, está indicada nos tumores com metastização preferencial por via linfática, como é o caso do cancro da mama.
Neste sentido a realização de uma sessão intitulada “O Contributo da Medicina Nuclear no Cancro da Mama”, é um meio de divulgar os contributos e as novas Tecnologias da Medicina Nuclear no cancro da mama.

Objetivos:

  • Promover a divulgação das áreas de intervenção da Medicina Nuclear, no cancro da mama;
  • Divulgar as técnicas da Medicina Nuclear que contribuem para uma melhor qualidade de vida, nos utentes com cancro da mama;
  • Promover informação em temáticas relacionadas com as aplicações das novas Tecnologias da Medicina Nuclear aplicadas ao diagnóstico do cancro da mama.

Destinatários:
Estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, Estudantes de outras instituições de Ensino Superior, Técnicos de Medicina Nuclear, Outros Profissionais de Saúde

Moderador:
Maria João Raminhas Carapinha, ESTeSL

Preletores:
Filipa Lucena, ESTeSL
Ana Barbara Pereira
Beatriz Santos
Marta Prates
Bruno Martins
Amadeu Martins
Marisa Cruz

Programa:
17h00 – Abertura
17h05 – Patologia Mamária
17h30 – MN Convencional aplicada ao cancro da mama
17h50 – PET e PEM
18h20 – Efetividade da técnica de Localização Radioguiada de Lesões Ocultas em pacientes com Lesões mamárias
18h40 – Debate e discussão
19h00 – Encerramento

Consulte a página do Ciclo de Conferências - Cancro da Mama: uma abordagem multidisciplinar