Instituto Politécnico de Lisboa

Newsletter ESTeSL #7811 de novembro de 2014

Quem me conhece sabe que defendo convictamente que o Conhecimento, e portanto as vias que nos levam a ele, é crucial para o desenvolvimento das sociedades humanas e para a consolidação da Democracia. A história mostra que o conhecimento é uma força motriz para tornar possível a migração entre classes sociais tornando as sociedades dinâmicas, combatendo a estagnação e criando esperança. Consequentemente, defendo que este deve estar ao alcance de cada indivíduo independentemente das suas origens sociais, raízes culturais ou outras características diferenciadoras. O ensino é um dos meios de chegar ao conhecimento.

Fomos recentemente confrontados com a notícia que a Chanceler Alemã Ângela Merkle teria dito que Portugal e Espanha tinham um número excessivo de licenciados. Não tenciono comentar esta notícia pois ela já foi amplamente alvo de atenção nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais, mas sim debruçar-me sobre o contexto onde surgiu esta ideia. Segundo o Expresso a Chanceler Alemã teria referido num discurso proferido num evento da confederação das associações patronais da Alemanha que:

“Acreditar que os estudos superiores são o caminho de uma carreira de sucesso é uma ideia errada, à qual devemos continuar distantes, senão não conseguiremos convencer países como Espanha e Portugal, que têm demasiados licenciados, quanto aos benefícios do ensino vocacional”

Não me vou deter no uso da palavra vocacional, pois não posso ajuizar da qualidade da tradução, mas é para mim claro que estamos a falar das formações mais curtas e profissionalizantes. Ora este é actualmente um problema real e extremamente importante que merece uma reflexão profunda antes de se iniciarem remodelações a nível do Ensino Superior Português para acomodar esta ideia. O espaço deste editorial não me permite estender esta reflexão, apenas o uso para alertar para algumas questões que ultimamente se me tem colocado e despoletar o debate.

O que é que em 2014 se entende por “ensino profissionalizante”? Basta-nos voltar às escolas técnicas dos anos 50-60?

Como se acede ao “ensino profissionalizante” e aos “estudos superiores”?

Será que o ensino profissionalizante deverá ser descolado de uma formação cientifico-tecnológica sólida? Até onde se deve ir?

Poderão o ensino profissionalizante e os “estudos superiores” ser inter-convertíveis em algum ponto do trajecto formativo? Ou ficar-se-á para sempre fechado em castas formativas?

Se a formação profissionalizante é tão importante como os ditos “estudos superiores” está a sociedade Portuguesa preparada para reconhecer de igual modo esta importância, ou será apenas um pretexto para dividirmos as sociedades actuais em duas grandes classes com os respectivos impactos a nível do mercado do trabalho e do prestígio social? É este um modo de justificarmos mão-de-obra mais barata? É este o modo de condicionarmos o acesso de um grupo de cidadãos ao “conhecimento superior”?

Estas são algumas das questões que me preocupam mas que não se esgotam aqui. Apenas sofro de um grande cansaço de ver que as reformas, mesmo que necessárias, se executem sem debate, plano e sem objectivos claros, apenas seguindo o vai e vem das marés.

Acima de tudo penso que em Portugal é necessário repensar o Ensino Superior como um todo e abandonar a bicefalia que se tem traduzido essencialmente por todos andarem baralhados (veja-se o espírito e os tipos de cursos abertos em diferentes instituições do ensino superior) e apenas preocupados em manter a cabeça à tona de água. Claro que isto não chega pois, poderemos ir respirando mas acabaremos todos mortos por hipotermia.

 

 

Vice - Presidente do Conselho de Representantes da ESTeSL
Professora Helena Soares

Aconteceu na ESTeSL

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Teve lugar no dia 25 de outubro de 2014, nos Laboratórios de Cardiopneumologia da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) a II Edição do Seminário: Conheça o caminho da diferenciação científica e tecnológica

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Saber usar a informação de forma eficiente e eficaz

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Circular Informativa nº.28/2014 – Óbito da Estudante Sara Patrícia de Passos Amândio 

Agenda das Ciências e Tecnologias da Saúde

 

Formação

  • 12 de Dezembro de 2014, 4º Curso Avançado em Medicina Regenerativa (REMED), promovido pelo Centro para o Desenvolvimento Sustentado de Produto, Instituto Politécnico de Leiria, a realizar no Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado de Produto, na Marinha Grande, Leiria.
  • 13 de dezembro de 2014, curso "Gestão de Resíduos em Laboratórios", promovido pela Área Técnico-Científica de Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico do Porto (ESTSP.IPP), a realizar na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto.

Parceiros

Solidariedade

  • 15 de novembro de 2014, Workshop Oi com Arte, promovido pela Associacão Portuguesa de Osteogénese Imperfeita com o apoio da ESTeSL, a realizar na ESTeSL.

 Arte e Cultura