À conversa com Rui Portugal...

O Conselho de Representantes é o órgão máximo da ESTeSL, tendo como principal missão a eleição do Presidente, assim como a aprovação e supervisão do plano de atividades e do relatório de atividades. Este órgão é constituído por 15 membros eleitos: 9 professores de carreira e investigadores, 2 estudantes, 2 funcionários não docentes e 2 elementos externos à Escola.
Esta semana estivemos à conversa com o Dr. Rui Portugal, um dos membros externos que integra o Conselho de Representantes da ESTeSL para o triénio 2013/2016. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa, Universidade de Lisboa e mestre em Medicina de Saúde Pública pela Universidade de Londres, o Dr. Rui Portugal é especialista em Saúde Pública desde 1995. Tendo sido presidente da Administração Regional de Saúde, é atualmente Coordenador do Plano Nacional de Saúde 2012-2016, Coordenador do Internato Médico de Saúde Pública de Lisboa e Vale do Tejo, Assistente Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Lisboa.
Na sua opinião, qual é a mais-valia da integração de membros externos em órgãos de governo de instituições de ensino superior?
Por definição os membros externos procuram ter uma visão de outros atores na área da educação e da saúde para o desenvolvimento da estratégia da Escola e das suas práticas. A mais-valia de membros externos numa organização como a Escola não se esgota nos órgãos de governo. O ensino e a prática de docentes e convidados que também exerçam as suas atividades em outras organização é diariamente uma mais-valia para a Escola. Todos os dias centenas de estudantes e docentes exercem a sua atividade fora dos muros da Escola.
Qual a importância das instituições de ensino superior em manterem uma estratégia de proximidade com a comunidade e as instituições de saúde, a nível nacional e internacional?
O local e o universal nunca estiveram mais perto. Hoje as organizações e os profissionais precisam de saber desenvolver e exercer as suas atividades tendo diferentes perspetivas em simultâneo. A pessoa e a organização. O local, o regional, o nacional e o internacional. A minha área de formação e a outras áreas. A ética e o interesse individual.
Ora, com um sistema tão aberto, só a prática de exercício de ensino extra muros pode preparar os futuros profissionais da área da saúde para os desafios que cada um de nós como cidadãos locais, regionais, nacionais e internacionais colocamos diariamente. Veja-se as implicações da livre circulação de doentes no espaço da União Europeia e a necessidade de estarmos preparados para saber exercer o nosso poder de cidadania para efetivar esse direito mas também como profissionais sermos capazes de oferecer mais e melhor aqueles que nos procuram.
Como é que o seu percurso se cruzou com o percurso da ESTeSL?
Tive a felicidade como pessoa e profissional de lecionar diferentes cursos da Escola ainda em Entrecampos e na Campo de Ourique, durante a década de 90. Assisti a todo a sua transformação e adaptação na integração no ensino superior e a preparação das novas instalações. Recordo com admiração a Direcção do Dr. Esaú Dinis e de outros docentes que permitiram que nos possamos orgulhar da Escola presente e preparada para novos desafios com melhoria substancial da qualidade oferecida nas áreas científicas a que se dedica.
O que distingue a ESTeSL?
As vastas áreas científicas que desenvolve e domina nas tecnologias da saúde são ímpares na oferta formativa e no desenvolvimento científico na área da saúde. Penso que isto basta para diferenciar esta Escola, que para além disso se vai afirmando a nível nacional, integrando o Instituto Politécnico de Lisboa, e mesmo na sua capacidade de estabelecer parcerias internacionais.
Gostaria de deixar uma mensagem para os nossos estudantes.
Para os mais novos, que aproveitem o seu período privilegiado de estudo e de preparação para serem futuros excelentes atores na área da saúde. Para os mais velhos que interiorizem que o seu exercício profissional não termina no saber mas para as pessoas e para as melhor servir.
