Patient classification and hospital costs of care for stroke in 10 european countries
Alerta das Ciências Naturais e Exatas nº25/2014 - 03 de março de 2014
Autores
Mikko Peltola, Centre for Health and Social Economics CHESS, National Institute for Health and Welfare, Helsinki, Finland.
State-of-the-art
Os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) são uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo e, também, uma das mais importantes causas de internamento hospitalar. Para o tratamento de cada doente com AVC intervêm uma grande quantidade de recursos do sistema de saúde. A gravidade do AVC e o tratamento prestado pode variar substancialmente entre os doentes, o que influência os custos e o tempo de internamento (Length of Stay - LoS) destes doentes.
Neste artigo foi estudado o impacto das variáveis do doente e do hospital na utilização dos recursos hospitalares e a capacidade do sistema de classificação de doentes, designado por diagnosis-related Group (DRG), para explicar a variabilidade dos custos e do tempo de internamento de doentes com AVC. O estudo foi feito com dados provenientes de 10 países Europeus. A inclusão de países com diferentes sistemas DRG enriquece a comparação e permite avaliar e aprender com as suas diferenças.
Principais resultados obtidos
A análise dos dados indica que dependendo dos países, o número de casos de AVC varia substancialmente, vão desde 2320 (Finlândia) a 96 920 (França). O tempo médio de internamento é menor na Finlândia em 8,3 dias e mais longana Irlanda, em 21,5 dias. As mortes no hospital variam entre 6% (Finlândia) a 24% (Inglaterra). As diferenças entre os países podem ser causadas pelas diferenças na gravidade da doença, diferenças nas práticas de tratamento, incluindo transferências dentro e fora do hospital. As variações na classificação dos doentes com AVC levantam preocupações sobre se todos os sistemas contam com as variáveis de classificação mais adequadas.
Relevância para as tecnologias da saúde
Os países europeus estão a vivenciar alterações, umas resultantes de tendências sociais, nomeadamente de ordem demográfica e epidemiológica, outras da crise financeira. Estas alterações originam modificações no sistema de saúde. Na atual conjuntura é pertinente desenvolver modelos apoiados nas metodologias epidemiológicas e bioestatísticas que combinem intervenções políticas, ambientais e dos sistemas de saúde, isto é, modelos que auxiliam a tomadas de decisão e a alocação de recursos apropriados na intervenção de cada doença a fim de maximizar os benefícios da saúde.
Artigo original disponível em:
http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/hec.2841/abstract

