Instituto Politécnico de Lisboa

À conversa com Mário Lagaillarde… 1 mar 2013

Mário Lagaillarde licenciou-se em Anatomia Patológica, Citológica e Tanatológica na ESTeSL no ano de 2003, tendo sido este curso a sua primeira opção. Em instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, tem desenvolvido o seu trabalho ao nível da Histopatologia.
Antes de uma nova partida para Londres, estivemos à conversa com este antigo aluno da ESTeSL, que tem tido também um papel ativo na monitorização de estágios académicos nacionais e internacionais.
 
Qual tem sido o seu percurso Profissional?
Iniciei a carreira no sector público - Hospital Pulido Valente. Depois tive uma experiência em Inglaterra de 6 meses num hospital público em Worthing, no sul do país. Voltei a Portugal, desta vez para o sector privado para o Hospital CUF Descobertas. Atualmente desenvolvo a minha atividade profissional no Centro Hospitalar Lisboa Norte, no pólo laboratorial do Hospital Pulido Valente (HPV) e tenho viagem marcada novamente para Inglaterra… desta vez para ficar espero!
 
Quais são as suas áreas de interesse a nível profissional e de investigação?
Interesso-me por todas as áreas da histologia mas tenho dedicado os últimos tempos à Imunocitoquímica, área pela qual sou responsável no laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Pulido Valente. Gostava de aprofundar os meus conhecimentos relativamente às técnicas moleculares (tecnologia de DNA). Isso seria possível se enveredasse pelo mundo da investigação ou conseguisse uma colocação num laboratório de diagnóstico com essa valência.
 
Gostaria de dar a conhecer algum projetos que tenha desenvolvido ou esteja a desenvolver?
Atualmente realizo a preparação de toda a parte documental do sector da Imunocitoquímica do Laboratório do HPV do Hospital Pulido Valente, envolvendo todas as outras valências da histopatologia; terminei a instalação do novo aparelho automático de deteção com a otimização integral do painel de anticorpos do sector para a nova técnica. No passado fui responsável pelo desenvolvimento de uma técnica especial que combina Imunocitoquímica com Histoquímica para um congresso médico de patologia torácica, entre outras técnicas histoquímicas que implementei no nosso laboratório.
 
Porquê a escolha de uma carreira internacional?
Explica-se por motivos de carreira e económicos. Atualmente em Portugal as carreiras estão "congeladas" e não vejo nos próximos anos uma oportunidade de poder progredir. Por outro lado, em Inglaterra existe a obrigatoriedade em progredir com a devida atualização e adequação remuneratória!
 
Porque escolheu a ESTeSL?
Pela boa reputação do ensino público.
 
O que recorda da ESTeSL?
A turma de grande qualidade que nos conferiu um grau de competitividade interessante.
 
O que diferencia a ESTeSL?
Proximidade dos docentes, adequação programática relativamente à realidade do mundo do trabalho.
 
Gostaria de deixar uma mensagem ou conselhos para os nossos atuais estudantes?
É importante que se tome consciência que o mercado deixou de ser português e em poucos anos deixará de ser europeu... A especialização contínua será sempre uma mais-valia se pensarmos em termos globais.


Técnica combinando Imunohistoquímica (marcação para o Antigénio AE1/AE3 – visível a castanho) identificando células tumorais em pulmão, com Histoquímica (Coloração de Verhoeff – tornando visíveis a negro as firbras elásticas pleurais. Importante para a identificação de células tumorais invadindo as fibras pleurais ajudando a estabelecer o estadiamento da lesão e consequente prognóstico para o doente.