Instituto Politécnico de Lisboa

À conversa com Sofia Pires... 22 jan 2013

Sofia Pires


A área da saúde sempre a fascinou, mas a escolha do curso em Saúde Ambiental acabou por resultar de um exercício de exclusão de partes, que aliou a sua média do secundário e as suas áreas de eleição.

Sofia Pires terminou a sua licenciatura em julho de 2012, mas logo no primeiro ano teve a sorte de perceber que as férias de verão dos tempos de estudante tinham chegado ao fim! A instituição que a acolheu no segundo estágio curricular lançou-lhe o desafio para integrar a equipa do Departamento de Saúde Ocupacional.

No dia 12 de janeiro de 2013 esteve no Dia da Escola e recebeu o seu diploma!

Sofia Pires

Sabemos que ingressou no mercado de trabalho há pouco tempo, quer falar-nos dessa experiência?
O meu percurso profissional, até ao momento, ainda é muito pequeno!...Estou no mercado apenas há 6 meses! Durante a licenciatura realizei dois estágios, em que o último, teve lugar no Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE, no departamento de Saúde Ocupacional. Foi-me dada a oportunidade de colaborar na equipa do mesmo departamento, iniciando funções como Técnica Superior de Segurança e Higiene no Trabalho, nesse hospital, em setembro do mesmo ano. No fundo o meu segundo estágio curricular abriu-me as portas para o mercado profissional!

Quais são as suas áreas de interesse na Saúde Ambiental?
Na licenciatura em Saúde Ambiental existem diversas áreas que podem ser desenvolvidas tanto a nível profissional como em investigação. Dessas, a que me interessa é realmente a área na qual trabalho, a Saúde Ocupacional, mais precisamente a área hospitalar.
Com já referi, realizei dois estágios, ambos no âmbito da Saúde Ocupacional, um dirigido a manipulação de produtos químicos, envolvendo a nova regulamentação REACH e CLP, que veio introduzir novas regras quanto à classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas, e o outro para a área hospitalar. Este último fascinou-me bastante uma vez que é uma área diversificada, que envolve quase todas, se não todas, as temáticas abordadas na licenciatura, acrescentando ainda o facto de se trabalhar com equipas multidisciplinares.


O curso de Saúde Ambiental foi a sua primeira opção?
A licenciatura em Saúde Ambiental não foi deveras a minha primeira escolha! Apelando à sinceridade, no momento da candidatura ao ensino superior, não sabia muito bem o que queria porque tinha que “jogar” com a média de secundário que tinha e com as opções que existiam, tendo em conta ainda que queria uma licenciatura na área da saúde. Portanto, acabei por escolher a licenciatura em Saúde Ambiental, mesmo não sabendo o que realmente era o curso. Olhando para trás, acho que fiz uma boa opção!

Como teve conhecimento do curso de licenciatura?
Na sequência da escolha do curso que se enquadrasse nas minhas opções de escolha, tive conhecimento deste curso através do site da Direcção-Geral do Ensino Superior.

Porque escolheu a ESTeSL?
Escolhi a ESTeSL porque, através de pessoas amigas, referiram que era uma boa Escola, acolhedora, num local bastante agradável.

O que recorda da ESTeSL?
Recordo 4 anos bem passados na ESTeSL, privilegiando de uma turma de pequena dimensão, bem simpática e divertida, com uma equipa de professores sempre disponíveis para qualquer tipo de apoio.

O que diferencia a ESTeSL?
O que diferencia a ESTeSL é o seu ambiente familiar, a preparação e o apoio que é proporcionado para o mercado de trabalho apelando à cientificidade.

Gostaria de deixar uma mensagem ou conselhos para os nossos atuais estudantes?
Antes de mais, é de salientar que o que me aconteceu, entrar no mundo do trabalho momentos depois de terminar a licenciatura, não é uma situação comum. E queria alertar-vos que, apesar de a nossa licenciatura possuir muitas saídas profissionais, o mercado de trabalho está escasso.
Neste sentido, é necessário que evidenciem as vossas maiores características, marcando a diferença! Para tal, há aspetos, que do meu ponto de vista, devem ser realçados, nomeadamente os obstáculos que surjam não encará-los com uma “chatice” mas como mais um desafio, dando o máximo que se pode dar nos locais de estágio (e não só). Uma situação que aprendi e que verifiquei, que é uma das características que os empregadores procuram, assenta sobretudo na nossa forma de estar, não sendo demasiado extrovertidos nem demasiado pacatos, isto é, saber “comportar-se” consoante as situações que surjam. De igual modo, deve-se saber trabalhar com equipas multidisciplinares, aprender a trabalhar sob stresse, estando sempre predisposto a aprender mais e mais e acima de tudo ter em conta a ética profissional.

Sofia PiresSofia Pires no dia da Bênção das Fitas

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