Instituto Politécnico de Lisboa

ESTeSL/H&TRC investiga MicroCOVID19 11 maio 2020

ESTeSL/H&TRC investiga MicroCOVID19

Docentes e investigadores da ESTeSL - H&TRC em colaboração com médicos de diferentes instituições hospitalares (Hospital Garcia da Horta, Hospital de Cascais, Hospital da Luz e Hospital Beatriz Ângelo) estão a desenvolver o projeto “Characterization of microbiotic profile in patients with COVID-19: Potential severity risk score and therapeutic target” com o apoio do Instituto Politécnico de Lisboa.

A ESTeSL foi hoje notícia no Jornal Público com a publicação de um artigo relacionado com o projeto de investigação MicroCOVID19, um perfil de microbioma intestinal, uma resposta à doença?

Leia aqui o artigo "E se os intestinos dessem pistas sobre a gravidade da covid-19?".

Este estudo pretende comparar o microbioma de indivíduos infetados com COVID-19, quer internados quer em ambulatório, com o estado de severidade dos sintomas. Os sintomas que os indivíduos infetados têm vindo a apresentar vão desde sintomas ligeiros a sintomas graves que podem ou não requerer hospitalização e nalguns casos cuidados intensivos que leva a pensar que existe uma suscetibilidade individual que influencia esta diferenciação.

A atual pandemia causada pelo severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) é a mais recente ameaça biológica mundial, associada a uma resposta inflamatória severa regulada através de moduladores imunológicos produzidos pela interação vírus-células.

A resposta adequada do sistema imunológico encontra-se intrinsecamente associada ao microbioma intestinal, com perfis correlacionados com a sintomatologia e prognóstico de patologias infeciosas, nomeadamente de infeções virais.

As amostras fecais dos indivíduos hospitalizados e em ambulatório que manifestaram sintomas distintos, bem como de um controlo sem infeção, serão analisadas por caracterização do microbioma intestinal recorrendo à técnica de Next Generation Sequencing no laboratório da ESTeSL.


A demonstração de que a suscetibilidade individual à doença é influenciada pela diferenciação do seu microbioma, possibilita a determinação de um perfil de indivíduos, mais ou menos resistente à COVID-19 e permite estimar o comportamento da evolução da doença no que respeita ao grau de severidade dos sintomas. Assim, poderemos prognosticar o desenvolvimento esperado dos sintomas, bem como a tipologia de acompanhamento que será necessário os cuidados de saúde dispensarem: acompanhamento do indivíduo em permanência no domicílio ou necessidade de cuidados hospitalares.

Este projeto pretende demonstrar que a determinação de um perfil de microbioma mais resistente à COVID-19 irá potenciar a especificidade e rapidez de resposta, assim como contribuir para a melhor decisão terapêutica.

Saiba aqui mais sobre este projeto!